ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 24/11/2009
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O governador é um artista
Postado por Luiz Weis em 18/5/2006 às 10:31:37 AM
 
 

É um espetáculo a entrevista do governador Cláudio Lembo à repórter Monica Bergamo que ocupa uma página inteira na Folha de hoje.

A jornalista foi para cima dele com as matanças da PM em São Paulo. “A polícia está sob controle ou está partindo para uma vingança?”, começou.

E continuou apertando o cerco a cada tentativa do entrevistado de desmentir o indesmentível – o pogrom de dezenas de “suspeitos”, em “confrontos” nas últimas duas noites em São Paulo.

Até que, na quinta pergunta, Lembo virou o placar – e ganhou o jogo – com um lance à altura do gol de Belletti contra o Arsenal, que deu a Copa dos Campeões da Europa ao Barcelona.

”O senhor não se assusta com o número de mortos?”, cobrou a entrevistadora.

Para quê! “Eu me assusto com toda a realidade social brasileira”, rebateu o governador, antes de enveredar por uma diatribe contra a mentalidade da “minoria branca” [sic] que rendeu não só o título da entrevista, mas a manchete do jornal.

A partir daquela quinta pergunta, o assunto mais importante do dia – a barbárie policial em nome da lei e da ordem – sumiu da entrevista. O pingue-pongue virou uma discussão sociológica, às vezes cáustica, sobre as causas profundas da criminalidade em uma dezena de perguntas e respostas. Em outras seis, Lembo falou mal de Fernando Henrique, expôs o silêncio de José Serra e ironizou o ex Geraldo Alckmin. O resto foi o resto.

Os melhores momentos:

”Essa piada é minha” [quando a repórter comentou que Lembo está num partido, o PFL, no poder desde que, “dizem”, Cabral chegou ao Brasil.]

”Na sua linda casa, dizem [os empresários e celebridades entrevistados dias antes pelo jornal] que vão sair às ruas fazendo protesto. Vai fazer protesto nada! Vai é para o melhor restaurante cinco estrelas…”.

”Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para este país.”

”[O Brasil] é um país cínico. O cinismo nacional mata o Brasil.”

”Se não mudarmos o cerne da minoria branca brasileira não vamos a lugar nenhum.”

”Eu acho normal. Os pulsos telefônicos são tão caros…” [quando perguntado se achou pouco ter recebido dois telefonemas de solidariedade do ex-governador Alckmin].

”E aí uma sociedade que gosta de paternalismo, como a brasileira, queria Exército, tropas americanas, tropas alemãs, tropas de todo mundo aqui.”

Depois de cinco anos de picolé de chuchu, com Cláudio Lembo os paulistas terão até dezembro no Palácio dos Bandeirantes o seu avesso.

O homem é um artista.

***

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Comentários (22)
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José  Afonso, Publicitário (Maceió/AL)
Enviado em 1/6/2006 às 11:00:35 PM
Pertubação
As informações que lhes foram passadas pelos meios de comunicação tracionais deflagraram os seus sentidos, fez de você um porta voz das elites brasileiras, mesmo que despercebido, e isto é muito grave. Sendo visão o senhor não é responsável por tal situação deploravel. O conselho que fica é que deixe de assitir os programas "jornalisticos" da grande mídia, Rede Globo, também não recomendo a revista Veja tendo em vista suas "reportagens" fantasiosas, entre outros coisas, assita todas as terças-feiras o "OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, e nunca mais vai ter tal opinião.
Adilson  da Rosa, Designer (Sapucaia do Sul/RS)
Enviado em 19/5/2006 às 4:30:57 PM
Faltou uma pergunta...
Alguém saberia me responder, ou ainda teria algum acesso à jornalista Mônica Bergamo para perguntar por quê o Governador se negou a receber ajuda oferecida pelo Governo Federal?
Marco Antônio Leite  Leite, T.P.A. (São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 19/5/2006 às 1:18:27 PM

O Governador Cládio Lembo, esta incluido na minoria branca. Esta gente de carater duvidoso, num futuro próximo vão pagar um preço alto pelo descaso com que tratam o povo. Este mesmo povo que trabalha para esses desalmados viverem no bem-bom. Esta história vai acabar muito mal, pois, a macumba um dia vira contra o macumbeiro. Quem viver, verá? Marco
Eduardo  Esteves, microempresario (Taboão da Serra/SP)
Enviado em 19/5/2006 às 12:13:53 PM

Nessa cloaca social do dia das mães, onde desaguam os efluvios da política, polícia e bandidos, é muito difícil encontrar responsáveis diretos. Todos lambuzados de lôdo, sangue, dinheiro imundo. Muitos se esconderam, mas o governador deu a cara pra bater. Mesmo perplexo com a tragédia, abalado, balbuciava coisas, parecia um lobotomizado. Lembo parece meio amargurado, pela vida, tragédia pessoais, sei lá. Recem chegado ao cargo, toma essa tijolada pelas fuças. Lembo sempre foi coerente e íntegro. Sua condução política da situação é boa e compreensível. Não se trata de um artista, mas é um político experiente e mostra competência. Deve ter compromissos com o que representa Alckimin. Tem dois caras, os secretários Saulo e Furukawa que têm que explicar muita coisa. O ideal seria na justiça, se houvesse. Devem permanecer nos cargos porque o governador Lembo respeita compromissos. Tenho esperança que um dia os compromisos maiores sejam com o interesse da população, termo meio abstrato por isso tão inacessível.
João  Atanazio, escriturário (Agudos do Sul/PR)
Enviado em 19/5/2006 às 9:36:36 AM

PARA: BRUNO RENNÓ LEITE - Advogado mineiro! Tem razão quanto a credibilidade dos políticos: Independentemente do partido, ou da região, ou da religião. São todos picaretas; só que alguns mais que picaretas...Mas o episódio PCC contra SP, revelou mais uma turma da pesada...Advogados...
Fábio  Delduca, jornalista (Mococa/SP)
Enviado em 19/5/2006 às 9:18:41 AM

Na entrevista com o governador Cláudio Lembo fiquei com uma dúvida: qual seria a "elite branca" a qual se referiu? Aquela mesma a qual pertence?? E os senhores Alckmin e Serra, diante do caos sumiram do mapa. O Serra, que quer ser governador do estado foi para New York. Já imaginou ele no comando do estado?? Em momentos de caos, some para os estates. É brincadeira este governo tucano que fica nos enganando com pseudo-realidades. Basta de acordos com bandidos, precisamos de soluções ..... Ou será que os tucanos continuaram permitindo celulares, TVs e tantas outras regalias nas penitenciárias em troca da "ordem institucional" oriunda de acordos escabrosos. Meu Deus!
MCostaSantos  Santos, Adm Empresas (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 19/5/2006 às 8:38:30 AM

XXXXXXXXXXXXXX LEMBO X BURGUESIA XXXXXXXXXXXX XXXXXX Não sei qual a formação sócio cultural desse burguês. Mas gostaria que antes de falar bobagem e estar ignorante aos fatos procure ler o DICIONÀRIO AURÉLIO. Se há culpado nesse episódio de São Paulo são os governantes e parlamentares a nivel federal, estadual e municipal deste Brasil há décadas. Entre outras definições BURGUÊS : HOMEM APEGADO A VALORES MATERIAIS QUE DOMINAM A VIDA PÚBLICA. Como todos os políticos é um cínico, um corporativista e um protecionista covarde. O povo clama por seus direitos civis
Marcelo  Sequeira, Tradutor/Intérprete (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 19/5/2006 às 7:08:44 AM

Qualquer brasileirista sabe que a elite "esbranquiçada" brasileira sofre de eurofilia obsessiva. Achamo-nos "ocidentais", mas o "ocidente" nunca nos viu no seu bojo. Por quê ? Não somos brancos como gostaríamos de achar que somos, basta notar com cuidado a publicidade brasileira e a TV brasileira. Novelas onde tudo o que é "belo" tem olhos claros. É verdade que a elite "esbranquiçada" não é ocidental em nada e rouba mais que o PCC. Somos como uma novela mexicana - não há índios no México(?). Na Globo os modelos travestidos de atores parecem escandinavos. É só contar os olhos claros e ver que sofremos de um imenso complexo de inferioridade, 10% off ou sale na Oscar freire e pó delivery PCC. Qualquer bobagem em inglês faz sucesso, tudo copia mal a Europa ou os EUA. Somos mexicanos numa novela mexicana. Um amigo israelense disse sobre o Brasil: aqui os ricos sempre roubam dos pobres, isso é ocidental? Uma amiga francêsa disse: -os brasileiros gostariam de ser desenvolvidos e não copiam os mecanismos do desenvolvimento, copiam os sintomas: basta ver o número de louras falsas no país, sobretudo na TV e na publicidade. A cara do Brasil no mundo é a cara da seleção, qual a cor? A elite esbranquiçada é pior que PCC, só que pinta o cabelo de louro. Bandido do PCC rouba menos que políticos
Bruno  Rennó Leite, Advogado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 18/5/2006 às 11:45:59 PM

Está difícil acreditar em qualquer político atualmente. O mensalão, os sanguessugas e a constante incompetência do PSDB(falo desse partido porque incluo a corja do PT no episódio do mensalão), fazem-me rememorar o que já concluí há algum tempo: Não há nada igual a um PTista no poder como um PSDBista. Ambos incompetentes, ambos aglomerados amorfos, unidos mais pela sede do "dinheiro, poder e mulheres" do que por um objetivo público, sensato. E por falar em objetivo, lembro-me de soluções possíveis: votar nulo (e dar por encerrada, de vez, a Esperança - pois esta canço-se de esperar), ou, simplesmente, e acredito eu sem muito efeito, divulgar uma lista dos atuais deputados e senadores, sem distinção de credo, incentivando a todos que não repitam o voto em qualquer deles. (ps.: Ao meu ver, o único jornalismo com útilidade prática na atual conjuntura seria a publicação dessa lista)
Araci  Chacra, professora (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 11:03:40 PM

Para Célio mendes: Adorei seu comentário: humor e inteligência. Binômio cada vez mais raro...Parabéns, vou divulgar entre os amigos.
JOÃO RICARDO  FRANCO, ADVOGADO (FORTALEZA/CE)
Enviado em 18/5/2006 às 9:41:41 PM

De fato o Sr. Lembo exagerou na falação, não que o que tenha dito, pelo menos pelo resumo que li, seja inverdade, mas porque ditas por um prócer do PFL, clube de políticos que reúne gente como César Maia, Jorge Bornhausen e Antônio Carlos Malvadeza. Precisa dizer mais? É um verdadeiro espetáculo nón-sense. Lula neles!
Eduardo  Guimarães, Comerciante (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 7:13:29 PM

Cláudio Lembo, como Collor, deixou a esquerda perplexa e a direita indignada. E isso porque armou mesmo - Weis está certo - uma jogada de mestre, pois a esta hora milhares de esquerdistas de todo o Brasil o estão defendendo e dizendo o que é uma verdade inabalável: ele recebeu uma tremenda de uma herança maldita de Alckmin e não seria justo deixar-se ser rifado pelo tucanato para ajudar a dissipar a responsabilidade de Alckmin nessa história, pois até algumas semanas atrás e por doze anos o tucano comandou os presídios e as polícias paulistas e verba para fazê-lo jamais lhe faltaram. Cláudio Lembo não construiu esse caos na Segurança Pública do Estado em algumas semanas; essa situação é produto de mais de uma década de incompetência, de truculência e de funcionamento da fábrica de criminosos Febem em três turnos.
Vladimir  Nunes de Oliveira, bancário (Alvorada/RS)
Enviado em 18/5/2006 às 5:04:58 PM

Não li na íntegra a entrevista do governador, mas pelo que pude depreender desse resumo apresentado, meu caro Weis, fico tentado a concordar com Cláudio Lembo. Apenas acho seu pensamento contraditório com o vezo ideológico do partido ao qual pertence. O PFL, convenhamos, não é nenhum exemplo a ser seguido no que tange ao enfrentamento das mazelas sociais que afetam nosso país. Aliás, deixa eu aproveitar o espaço para manifestar meu repúdio à forma como os programas vespertinos de televisão vêm cobrindo os fatos em SP. É pau puro! E as pessoas chamadas a darem depoimento são, em sua maioria, vinculadas àquela ideologia torta, do tipo "Bandido bom é bandido morto!", como se a sociedade se dividisse assim , de forma cartesiana, entre mocinhos e bandidos. Não sejamos hipócritas. Todos sabemos que o que alimenta o crime organizado no Brasil é o tráfico de droga. Droga essa que não é consumida pelos bandidos, e sim, pela sociedade. Quem sabe a tal maioria branca a qual se referiu o governador.
Alexandre Carlos  Aguiar, Biólogo (Florianópolis/SC)
Enviado em 18/5/2006 às 2:47:33 PM

É uma pena que essas declarações sairam de quem saiu, pois sabemos que é só figura de retórica vinda de sua boca. Essa gente é a principal responsável pelos anos que estiveram no poder e agora aparece-nos um Dom Quixote, com a água batendo no traseiro, a prestar um desabafo à nação. Um bufão é o que é. Por causa dessa gente, nós os brasileiros, trabalhadores, que não metemos a mão no dinheiro público, que suamos o pão do dia-a-dia, perdemos a cidadania, perdemos a liberdade, nos enquartelamos pela falta de segurança, somos autêntica massa de manobra nas mãos desses larápios que surripiam o país todos os dias. E o mais curioso é que ninguém, ninguém tem coragem de dizer isso. Principalmente a imprensa brasileira, que diz prestar um papel de cunho social, e nega-se a dizer a verdade, ou então inventa argumentos torpes para tirar um e por outro bandido no poder. Vivem a passar a mãozinha na cabeça dos garotinhos da vida e a população brasileira é empurrada como gado no curral da hipocrisia e da impostura. Basta dessa gente safada! E não me venham os lembos, os fhcs, os lulas a me dizer que devo ir às urnas e votar em algum energúmeno deles. Não sou mais palhaço!
José Ayres  Lopes, Sociólogo (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 2:47:01 PM

Podem todos debochar do seu Claudio Lembo e ironizar as suas palavras, mas a verdade verdadeira é que o tucanato de alta plumagem lhe deu as costas. Deixaram-no sozinho. Alckmin que não conseguiu governar a FEBEM, mas que acha que pode governar o país, sumiu em campanha como se não tivesse nada com o problema. Justamente ele que afirmou categoricamente que o PCC tinha acabado. Quem mora em São Paulo e na Capital sabe o que é a política de segurança de Alckmin: um zero a esquerda. O candidato Serra, homem de grande espírito público (não foi só por isto que abandonou a Prefeitura de São Paulo?) que fará o sacrifício de governar São Paulo a partir de janeiro 2007 (já que está eleito conforme as pesquisas eleitorais) não apareceu para saber do Estado que irá governar futuramente!. Nenhum pronunciamento. Nada. Está lá nos EUA, preocupadíssimo com a segurança dos paulistas! Na verdade nenhuma surpresa; é próprio dele fugir sempre que a coisa fica preta. E FHC nem merece ser comentado. E assim, nós paulistas, ficamos com o Sr. Lembo e sua equipe despreparada e incompetente e alguns ainda querem fazer gracinha...
Mauríucio  Lima, Economista (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 2:18:49 PM
Lembo
A coisa mais lamentável na vida é ver um chupim político, acima de tudo ridículo vir a público e dizer as besteiras que falou. Se fosse competente, teria ao menos nomeado um novo secretariado, eliminando as incompetencias existentes no governo Alckmin, pois afinal de contas ninguém é perfeito.
Iorgeon  Haenkel, Estudante (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 2:11:07 PM

E a primeira vez que vejo um político do PFL falar uma coisa sensata. Nunca é tarde para reconhecer, mesmo pertencendo a elite que ele condena. Creio que quando ele fala da elite branca,ele está se referindo a elite burguesa do País.Esta elite que troca um ser humano por uma recepsionista eletrônica para economizar um salário e depois torrar esse dinheiro tomando Balantines no final de semana. A mesma elite que faz passeata pedindo PAZ e depois sobe o morro para comprar cocaina.Essa elite que vive protegida por sistemas de segurança nos seus condomínios luxuosos e parecem que vivem num universo paralelo. E a elite que fica assustada quando riscam o seu carro importado, mas que é incapaz de enxergar os malabaristas do semáforo. Quem realmente está desprotegido são os milhões de trabalhadores mau pagos por quê grande parte dos empregadores não querem reduzir a sua margem de lucro.Essa elite Burguesa é aquela que vêm há muito tempo governando o país.O Lula está mais do que certo quando também acusa essa elite burguesa, que sempre aproveitou das desigualdades para permanecer no poder.Essa elite têm que assumir o ônus da sua opção,que foi dar as costas aos menos favorecidos. Essa elite é amesma que condenam o Bolsa família. Dizem eles, estão tirando dinheiro de São Paulo para dar aos nordestinos vagabjundos. A elite das rampas anti-mendigo e do Auxílio despejo.
Swamoro  Songhay, Aposentado (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 1:50:54 PM

Tomara que a moda pegue. Nestes tempos em que transformaram a clareza em artigo raro, pode até causar estranheza, mas que há clareza isso há.
Antonio Prado da Silva  Prado da Silva, Ag. Operacional (Brasília/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 1:19:04 PM
Chuchu com pimenta
Lí a sua entrevista na íntegra e achei de muita conveniência num momento adequado. A burguesia brasileira juntamente com essa tal de OPUS DEI, tem o mesmo conceito da burguesia francesa pré-revolução. A OPUS DEI, embora na época ainda não tinha essa denominação, se banqueteavam nas mesas fartas dos senhores de hengenho enquanto escravos eram açoitados nos troncos pelo lado de fora, são os mesmos que se deleitavam nas praças públicas vendo os hereges se queimarem nas fogueiras da Inquisição.
Célio  Mendes, bancario (Vitória/ES)
Enviado em 18/5/2006 às 12:28:42 PM

Por um momento achei que o Lembo fosse do PSTU, ai LEMBEI que ele é do PFL acho que ele não se LEMBA ou então esqueceu.
Rikene  Fontenele, Professor (Açailândia/MA)
Enviado em 18/5/2006 às 12:16:35 PM

Já não basta o bravateiro Lula, agora aparece mais esse. Tanto o primeiro quanto o segundo, são bem ao gosto do OI. Paciência.
Leandro  Benetti, Cientista Social (São Paulo/SP)
Enviado em 18/5/2006 às 11:41:24 AM

Pois é, Weis ... o lado bom de se estar entre o artista, a minoria branca, o PCC e o picolé de chuchu é exatamente o fato de nos encontrarmos às vésperas de mais uma Copa do Mundo. Torcemos, então, para que este poema de Drummond não se transforme em recorrência histórica: "Não há nada mais triste que papel picado no asfalto após uma derrota. São esperanças picadas."
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Luiz Weis
Jornalista, pós-graduado em Ciências Sociais 
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ", editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa "Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de "Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.), 1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990.


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